>TIA LILA FOI OLÓ

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O sábado teria sido perfeito se não tivéssemos recebido a notícia, tristíssima, que foi a antítese da alegria que durou o dia inteiro.

Sobre o sábado, suas alegrias e suas surpresas, falo outro dia.

Falo hoje, agora, onze da noite de domingo, recém-chegado de São Lourenço, sobre a tia Lila, Marília Aparecida de Miranda Albim, irmã mais velha do Comandante, meu legendário sogro, que virou saudade pouco depois das nove da noite de ontem.

tia Lila em São Lourenço, ano de 2001

Virou saudade é mera poesia, artifício barato pra diminuir a dor.

Vi a Lila em apenas duas ocasiões: quando estive em São Lourenço, com a Dani, em 2001 – quando foram feitas estas fotografias -, apenas para conhecê-la e quando ela esteve no Rio, pouco tempo depois, para visitar a sobrinhada carioca.

Amamo-nos, entretanto, de maneira torpe, desde o primeiro olhar. Tipo do troço que não se explica.

E falo de um amor que não exigia a presença, se é que me entendem.

Adiei diversas vezes uma nova ida à São Lourenço. Poderia, por isso, ser agora o piegas previsível e dizer que arrependo-me profundamente de ter adiado tantas idas programadas e prometidas. Mas não me arrependo. Ainda que seja mais bonito dizer que sim, que me arrependo.

Ao contrário, guardo intenso orgulho do enredo que vivemos desde o primeiro abraço.

eu e tia Lila em São Lourenço, ano de 2001

Há poucas semanas bati o telefone pra São Lourenço, tarde da noite. Atendeu-me a Patrícia, sua filha. Eu mal disse o “alô” e ela gritou:

– Mãe! É o seu amor…

Fiquei com a tia Lila coisa de dez, quinze minutos, conversando. Lembro-me com nitidez olímpica – Dani por testemunha – de ter dito a ela algumas muitas vezes, encorajado – se é que me entendem – pelas generosas doses de RedLabel daquela noite, que eu a amava intensamente. Ela ria. Até que estendi o telefone pra Dani.

E vi minha garota rindo, rindo muito, até que desligaram. Disse-me a Sorriso Maracanã:

– Tia Lila disse que gosta mais de você do que de mim…

Como diria o Szegeri, meu mano paulista, foi mentira, mas foi lindo.

De pé diante do balcão imaginário do buteco, ergo meu copo – realíssimo, agora! – com muito gelo e uma fabulosa dose de GreenLabel em homenagem a ela. Com meu amor, pra sempre.

Até.

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