OUTRO PRESENTE IRRETRIBUÍVEL

Eu digo freqüentemente – e não me canso de fazê-lo – que o cultivo da gratidão é um troço que me ocupa a cabeça e o coração, graças à educação que recebi – e vejam que foi pouco o que absorvi! – de meus pais, Isaac e Mariazinha.

Essa a precípua razão que me fez escrever, em setembro de 2006, uma espécie de inventário dos presentes irretribuíveis que ganhei ao longo da vida até aquele dia, quando meu irmão Luiz Antonio Simas me fez privilegiado, leiam aqui.

Essa a precípua razão que me fez escrever, em janeiro de 2007, um texto agradecendo publicamente o carinho comovente que me fizeram Rodrigo Folha Seca, Daniela Folha Seca e o Bruno, timaço da livraria do meu coração, leiam aqui.

Essa, também, a precípua razão que me fez expor, na vitrine do BUTECO, os presentes que recebemos, eu e Dani, das mãos – literalmente, eis que ela mesmo os fez – da Sônia, leiam aqui e aqui.

Pois bem…

Ontem estivemos, eu e a minha garota, a mulher que me ensinou a sorrir, minha Sorriso Maracanã, na casa de Sonia e Benjamim, para um jantar que nos foi, carinhosa e acolhedoramente, oferecido por eles.

Presentes, também, Marquinhos, Tetela, Regina e Sílvio.

Noite agradabilíssima – voltamos, eu e Dani, encantados com tudo -, samba como música de fundo, boa comida, boa bebida, bom papo, até que aguardávamos o táxi, convocado por telefone.

A menos de 15 minutos da hora de descermos, bati os olhos numa das paredes da sala.

E disse ao anfitrião:

– Há gelo?

Ele, espirituoso, já sacando minhas intenções, respondeu de primeira:

– Há, e há esperança! – e foi buscar o balde de gelo e a garrafa de Chivas Regal.

Pois enquanto eu bebia a saideira – que eu não seria o tijucano íntegro que sou sem ela – percebi Sonia e Benjamim cochichando.

E segundos antes de descermos, já durante a despedida, enquanto fazíamos promessas mútuas de mais noites como aquela, Benjamim foi à parede, tomou a placa entre as mãos e estendeu-me o mais recente irretribuível.

Sou – faço essa confissão com um certo ar de estranho orgulho – um sujeito de sorte.

Vai, a placa, para a parede do BUTECO DO EDU, o real.

Cheguei a brincar com eles, ontem à noite, que poderia, inclusive, ser minha lápide: Enquanto houver gelo, há esperança.

Enquanto não chega a hora, que seja apenas um de meus lemas!

De pé diante do balcão imaginário ergo o copo à noite agradabilíssima e ao carinho – irretribuível – dos dois.

Até.

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3 Comentários

Arquivado em gente

3 Respostas para “OUTRO PRESENTE IRRETRIBUÍVEL

  1. >Sorte tem os que convivem com você, isso sim.

  2. >Genial! Deu até vontade de tacar umas pedrinhas de gelo na Regina Duarte, mas isso é outra história…

  3. Pingback: FESTA NO BUTECO | BUTECO DO EDU

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