OUTRO IRRETRIBUÍVEL, PRA DANI

Cá estou eu, de novo, nesse exercício gratificante que é expor, no outdoor imaginário, minha gratidão.

Em fevereiro, quando ganhei da Sônia, a querida Manguassônia, um presente daqueles irretribuíveis, fiz questão de subir as imaginárias escadas em direção à armação de madeira do outdoor igualmente imaginário e expor a belezura de mimo feito por suas mãos mágicas – vejam aqui.

Ganhei, naquela oportunidade, – espero que vocês tenham visto – “um buteco, um mini-buteco, um lindo e comovente buteco, um nicho desses de pendurar na parede, (…). (…) Tem piso e paredes de azulejo, quadros do Rio antigo, um escudo do Flamengo, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, uma imagem de São Jorge, engradados de cerveja, queijos, cerveja na mesa…”.

Mas vai daí que a Sônia não cabe em si de tanto carinho e generosidade, o que explica, e muito, Manguaça e Manguaço, duas pessoas que têm, nos olhos e nos gestos, a marca da doçura da mãe.

Bateu-me o telefone na semana passada e convocou-nos, a mim e à Sorriso Maracanã, é evidente, pra um almoço no domingo.

Pausa para carregar as bocas alheias d´água.

Lula à vinagrete, salaminho, queijinhos, pães, cerveja, caipirinha, aquela cozinha que mais parece um cenário, mais parece o céu no chão. E no almoço, arroz selvagem, uns filés indizíveis, batata ao forno, e a tarde foi, sem o exagero que – dizem – me caracteriza, perfeita.

Mas havia uma razão para o convite.

A Sônia preparara, pra Dani, a mulher que me ensinou a sorrir, um presente do mesmo gênero, com a mesma doçura, mas com a marca do ineditismo, e explico.

Eu já havia visto butecos como o que ganhei (não tão lindos, é verdade). Já vi imagens de santos, imagens de santas, flores, fotografias.

Nunca, uma praia.

praia feita artesanalmente pela Sônia, pra Dani

Atentem para os detalhes e para o carinho que, como maré cheia, invadiu o coração da minha garota (e o meu) no instante em que ganhou o mimo: tem areia de verdade, cadeira e barraca de praia, um livro, um par de chinelos, bolsa com protetor solar e um pente, canga, boné, óculos escuros, os cigarros de palha que minha menina fuma (!!!!!), um isopor com gelo e côco, conchas, uma latinha de cerveja e o marzão e o céu azuis tão presentes na vida da minha Dani

Não é pra qualquer um, não.

Dão uma intensa alegria, esses gestos.

Ainda mais sabendo que não pedimos nada, não encomendamos nada.

Tudo obra e graça de uma relação calcada no amor.

Pura e simplesmente no amor.

Até.

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2 Comentários

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2 Respostas para “OUTRO IRRETRIBUÍVEL, PRA DANI

  1. Essas miniaturas são mesmo fantásticas! Tem um cara que vende lá feira “hippe” de ipanema – minha predileta é uma marcenaria.Mas Edu, saiba o seguinte: gosto muito deste teu espaço e, ainda ontem, comendo uma patanisca e bebendo uma Original no Pavão Azul, me lembrei do teu boteco virtual. Não há nada que se compare ao clima de um bom pé-sujo, nada mais carioca e nada mais justo que sua “cruzada”!!! Abraço, irmão! obs: sou amigo do Arthur e foi ele quem me indicou teu blog – com bastante entusiasmo, diga-se de passagem!!!!

  2. Diogo: seja bem chegado e sinta-se à vontade, sempre, nesse balcão, ultimamente mais com cara de trincheira do que qualquer outra coisa.Quanto ao entusiasmo do Arthur, meu caro, não conta: eu sou fã do malandro antes mesmo dele saber que eu existo. Não passa de uma tentativa – bem sucedida, diga-se – de retribuir. Forte abraço!

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