FLAMENGO E EU, DE CALÇAS CURTAS

Ontem foi a estréia do Flamengo na Libertadores 2007, e graças a isso, e por isso, meu dia foi tenso, como tenso foi o dia de todos os rubro-negros sérios que conheço, e que não são poucos. Tensão que, diga-se em nome da precisão, mostrou-se justificável. O jogo de estréia foi a 4 mil metros de altitude, num estádio tão horroroso quanto o gramado, e ter arrancado um empate depois de estarmos perdendo de 2 a zero foi, sem dúvida, uma grande vitória. Aliás – e afinal – essa é a tradição da Libertadores, e um clube disposto a conquistar o título não pode valer-se de desculpas pequenas como essas para justificar seus fracassos. Começou bem, então, o Flamengo.Como começou bem, também, meu dia. Acordei com a saudade a meu lado, que a saudade insiste em me fazer permanente companhia sempre que minha garota viaja. E nada como ocupar o tempo para que seus efeitos colaterais sejam menos evidentes. O dia ontem foi, além de tenso, intenso. Inúmeros compromissos profissionais me mantiveram, o tempo todo, ocupadíssimo. Ocupadíssimo, porém – não é demais repetir – tenso.

A tensão e a intensidade dos compromissos foram, entretanto, quebradas ao longo do dia. Meu mano paulista, o Szegeri, por exemplo, depois de ter recebido um e-mail meu contendo um filminho do YouTube, que por sua vez me foi passado pelo Leo Boechat – já, já, falo do filminho! – bateu o telefone pra mim e ficou de papo comigo exatos 19 minutos e 51 segundos. De papo, não. Ficamos, os dois, chorando juntos, e não estou, meu pai – peço licença a vocês para dirigir-me, exclusivamente, a meu velho pai -, fazendo gênero. O Szegeri foi, no instante em que assistiu o filminho – já, já, falo dele! – um homem emocionado, um meninote de calças curtas de mãos dadas com o avô. Já volto ao assunto. Vamos ao final da tarde.

Chegou ontem ao Rio de Janeiro o Augusto (leiam sobre o Augusto aqui). E na véspera, ainda em São Paulo, onde vive, pediu-me o Augusto:

– Quero conhecer a Folha Seca!

Como eu já havia marcado com o Arthur às seis da tarde na livraria – que o genial Pratinha chama de escritório! – tudo se encaixou.

E vamos ao capítulo Folha Seca do dia.

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Cheguei e já dei de cara com um Rodrigo Folha Seca em estado de tensão semelhante ao meu. Feliz, entretanto, diante de um quadro (posto na parede ontem mesmo!) que lhe foi dado de presente por ocasião da festa de três anos da livraria contendo as figurinhas de treze craques do Flamengo. Notem que eu digo “figurinhas” e me refiro às figurinhas FUTEBOL CARDS, que vinham juntamente com o chiclete PING PONG, e só de estar escrevendo isso eu já tenho, nesse exato instante, 5 anos de idade. Acham que eu enlouqueci? Acha, meu pai – com a licença de todos, mais uma vez -, que estou fazendo gênero? Então dêem uma xeretada aqui! Pausa para pequena informação: estou chorando. E sigo.

Cheguei, dei de cara com um Rodrigo em estado de tensão e com um Augusto, carioca exilado em São Paulo e rubro-negro até a alma, extasiado diante das prateleiras da mais carioca das livrarias da cidade, o que significa dizer do Brasil e do mundo.

Além de extasiado diante das prateleiras, Augusto dizia-se incrédulo diante do que via. É bem verdade que o Augusto praticamente mora dentro da Mercearia São Pedro, na rua Rodésia, onde mora, um bar que é também uma livraria. Mas me pareceu, pela reação do Augusto, que uma livraria que é também um bar – o que nada tem a ver com as afrescalhadas livrarias da zona sul com seus cafés abjetos – que ele estava diante de uma novidade! E estava mesmo! Ficamos ali nas casco-escuro de Brahma (fornecidas pela Toca do Baiacu) e na punheta de bacalhau com pão francês fresco (fornecida pelo Casual, do Chefe Santos).

Até que chegou o Simas. E faço nova pausa. O Simas, até ontem chamado pelo Szegeri de Velho, ganhou novo apelido, ontem mesmo. E foi, de novo, o Szegeri quem o cunhou: Amarildo. Como o Simas é, de fato e de direito, um possesso, o apelido lhe caiu como luva. E notem que o Szegeri captou a possessão do Simas sem nem ao menos conhecê-lo pessoalmente!!!!!

E até que chegou o Arthur, o mais novo membro da confraria. Estava formado o time.

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Devo dizer, em nome da precisão e em nome da gratidão, que deve ser sempre manifesta, que marcamos o encontro, eu e o Arthur, porque ele tinha – disse-me na segunda-feira – um presente para me entregar. E de fato me entregou. Ocorre que o presente – aliás, um presentão! – eu já tinha… Craque que é, tinha nas mãos um exemplar belíssimo, 775 páginas, da “Coleção Revista da Música Popular”, que eu comprara justo na Folha Seca. Levemente decepcionado – o que é natural numa hora dessas – o Arthur, num gesto de mestre, cata outra obra-prima de uma das prateleiras, pede uma caneta e crava uma dedicatória que me comove, e notem que eu já vivia, desde o começo do dia, emoções fortes, o que me fez ter certeza de que a noite prometia!Ei-la, que eu adoro quebrar sigilos!

“Edu, o livro que eu ia te dar era outro; porém este, assim como aquele, diz respeito ao Rio Antigo, que me remete diretamente à rua do Ouvidor, local onde estreitamos nossa amizade, dentro da livraria onde adquiri este exemplar. Pronto: o círculo está fechado. Um grande abraço fraterno, Arthur.”

Trata-se de “Crônicas da província do Brasil”, de Manuel Bandeira, em edição belíssima da COSACNAIFY.

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Ali ficamos, bebendo, jogando conversa, num clima que só mesmo a cidade do Rio de Janeiro – na rua, no centro, na zona norte, nos subúrbios da cidade – propicia. Cidade que, diga-se, continua linda e em paz apesar do massacre a que vem sendo submetida pela imprensa sórdida e nojenta, que dá a esse menino que morreu recentemente, João, um tratamento jamais dado às vítimas anônimas de violências muito mais brutais do que a verificada no assalto que não deu certo. Uma única pergunta, a que faço: se são monstros os meninos que roubaram o carro da mulher que perdeu abruptamente o filho que por uma fatalidade ficou preso do lado de fora do carro pelo cinto de segurança e que recebeu em casa, poucos dias depois da tragédia, Fátima Bernardes e a equipe do Fantástico (câmeras, auxiliares de câmera, maquiadores etc etc etc), o que são os meninos de classe média que atearam fogo no índio pataxó, em Brasília, há não muitos anos? Pigarreio e sigo.

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Dentro da livraria, pendurado na parede, o manto sagrado dava ao ambiente um caráter litúrgico.E quem passa, meus poucos mais fiéis leitores, quem passa caminhando pela rua do Ouvidor, quem passa caminhando lentamente diante da porta da livraria?

Ele, Júnior. O lateral-esquerdo rubro-negro que, na década de 80 e no princípio da de 90 (já no meio-campo), brilhou ao lado dos craques que conquistaram, em 1981, a Libertadores, a mesma Libertadores que perseguiremos nesse 2007 com sanha de possesso.

Eu disse “possesso” e volto a lembrar do Simas, ou melhor, do Amarildo.

Vejam com seus próprios olhos. É ou não é um possesso?

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E eis que chego ao final do relato, não sem antes dizer que foi emocionante assistir a partida, no Estephanio´s, ao lado do Augusto, do Rodrigo, do Simas, do Fefê, do Prata, da Betinha (que mais cedo também chorara vendo o tal filminho a que me refiro a seguir), do Flavinho, do Marquinho, e eu mantenho minha previsão: 2007 será um ano rubro-negro!Vamos ao filminho.

(ô, texto longo!)

Trata-se de um filme bastante antigo. Nele, o comediante Costinha está com seu filho, de 10 anos de idade, na Gávea, para apresentar o menino a seu ídolo, o Zico, ídolo de inúmeras gerações, dentre as quais a minha.

O menino chora, copiosamente – como choramos todos ontem, eu, Betinha, Rodrigo Folha Seca, Szegeri, (e não estou fazendo gênero, meu pai…) – diante do Galinho de Quintino. Chora e não crê na visão do ídolo à sua frente.

E por que – meu velho pai perguntará – choramos todos?

Posso falar por mim, mas tenho a clara certeza de que falo por todos.

Choro porque em 2007 os meninos não têm um único jogador brasileiro, jogando no Brasil, capaz de despertar tamanha paixão. Choro porque em 2007 o dinheiro fala mais alto que tudo, e os meninos não querem mais o futebol de bola-de-meia, a bolinha de gude, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas o tênis mais caro, o jogo eletrônico mais moderno e votar no BigBrotherBrasil. Choro porque eu sou arremessado ao passado, abruptamente, e soluço de mãos dadas com o Alexandre, e minhas mãos tremem junto com as mãos dele, e eu enxugo minhas lágrimas com os dois braços, junto com ele.

Eu preciso parar de escrever. Choro nesse exato instante, como diz meu mano Szegeri, de maneira imunda.

Ah, sim.E como não quase-morrer de emoção lembrando dos versos do Moraes Moreira?

“E agora como é que eu fico
nas tardes de domingo sem Zico no Maracanã?
Agora como é que eu me vingo de toda derrota da vida
se a cada gol do Flamengo eu me sentia um vencedor?
Como é que ficamos os meninos, essa nova geração?
Arquibaldo, geraldinos,
como é que fica o povão?
Será que tem outro em Quintino?
Será que tem outro menino?
Vai renascer a paixão ou não?”

Até.

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16 Comentários

Arquivado em confissões

16 Respostas para “FLAMENGO E EU, DE CALÇAS CURTAS

  1. “Eu já sabia!” que esse vídeo causaria comoção nas pessoas certas. Óbvio que quando o recebi chorei também, sem controle. Mudando de assunto: grande presente o Crônicas da província do Brasil! Abraços.

  2. Edu, que filme lindo. Até eu estou emocionada, mesmo sendo uma ignorante no que toca ao futebol… mas ver essa alegria tão genuina e sincera da criança, tão emocionado!! Que coisa linda Edu! “Eu vi o Zico!!” Clindo!!!! Concordo que faltam mesmo desses ídolos hoje em dia bem como dessa inocência infantil, que cada vez se perde mais cedo. Beijo.

  3. Galo, Galo… Eu, ontem, fui do começo ao fim do dia, um rubro-negro. Como meu avô tão querido, que você citou de soslaio, mediunicamente. Influência do Amarildo, por certo. Só faltou você dizer que o gol de empate foi meu, lançamento de 420 Km do Possesso…

  4. Concordo com você que aquele empate de ontem foi uma vitória. Tudo bem que é justo que todos possam jogar em casa, mas 4 mil metros de altitude é uma grande sacanagem com o adversário. Aproveito pra te pedir duas coisas: 1. o link pro tal vídeo que eu quero assitir, já que, com quase 30, e Flamengo desde que aprendi a ver (ontem descobri que não sou flamenguista, mas sim flamengo, tal qual Jorge Ben), tive o Zico, meu xará, como o primeiro ídolo do futebol. 2. um aviso, por e-mail ou telefone, da próxima vez que você for ao escritório, sem hora pra fechar o expediente. Outro grande abraço fraterno.

  5. Lindo o vídeo e o texto. Esse é meu mano! Abri minha carteira e achei lá no fundo do plástico, atrás do R.G e da calendário com o jogo do bicho, um card desses a que vc se refere, aqueles do Ping Pong. É um card do Zenon, do meu Guarani campeão. Seu texto me fez buscar essa emoção perdida. Obrigado, mano!

  6. Dudu, o garoto pode até ser fofo, mas Zico, tô fora, não gosto de gente recalcada… Beijo, Gloria.

  7. Eu também me emocionei quando, com a idade desse garoto, conheci pessoalmente o Cremílson, ponta-direita do Botafogo nos anos 70. Sei exatamente o que o moleque sentiu…

  8. Edu, acabei de ver, pelo teu email, o vídeo do molequinho e do Zico – sensacional, show de bola, emocionante mesmo!

  9. Putaqueopariu! Que beleza! Que beleza!!

  10. Edu: peguei ainda no vídeo duas coisas muito simbólicas: veja só, o garoto diz que tinha cinco anos quando viu Zico jogar pela primeira vez, e no vídeo ele tá com dez anos! Porra, naquela época os nossos times tinham craques que faziam carreira num clube só! Isso dava uma segurança tremenda pra gente, né não? E outra… O Costinha com o cigarrinho na mão, Edu! Fumando na televisão. Era ele ali. Hoje em dia não pode. Tudo em nome dessa hipocrisia desgraçada, dessas expectativa falida de sermos um tipo de homem desprovido de individualidade. Nosso projeto de Pátria não vingou, Edu.

  11. Edu querido, respondendo a pergunta perdida no meio do seu belo texto do nosso ídolo ZICO, eu acho que são monstros sim os “meninos” que assaltaram o carro em que morreu o garoto João Hélio, são monstros os governantes que tentam estragar o Rio de Janeiro há decadas, e são monstros também, é claro, os adolescentes de classe média que incendiaram o índio em Brasília. Mas os piores monstros, para mim, foram aqueles que entraram no ônibus que a Cristina pegou de Cachoeiro para São Paulo no dia 28 de dezembro e atearam fogo nele. Roubaram o reloginho dela, queimaram os pijamas que ela levaria para meninos carentes aqui em Campinas, a colcha que minha mãe fez e tirou da propria cama para dar para Cristina só porque ela tinha achado bonita. E pior que os cacos de vidro pelo corpo, o queixo costurado, o cabelo queimado, o dente quebrado, as escoriações pelo corpo foi perder pelos últimos 50 dias a vontade dormir. Minha mulher não dorme mais por medo de ser acordada no meio da noite por “meninos” sem camisa, escopeta numa mão, gasolina na outra e a vontade de aterrorizar, queimar viva, minha mulher que só esperava chegar bem em casa. Querido, não li isso na imprensa sórdida e nojenta, tenho vivido esse pesadelo desde 28 de dezembro. Infelizmente é parte realidade do Rio de Janeiro, cuja beleza e alegria se apagaram, pelo menos para mim e minha mulher. Mas eu tenho certeza, que no seu coração o Rio de Janeiro e a nossa Tijuca estão cada dia mais lindos, e espero que seja sim eternamente. Grande beijo! Bom Carnaval!

  12. Coelho, meu mano. Os anos e a distância entre o Rio e Campinas não foram capazes de me fazer esquecer de você e do que lhe vai na alma: eu sei que você escreveu esse comentário chorando, e eu quero, antes de mais nada, que você sinta meu abraço, meu afago no teu rosto, e tenha absoluta certeza de que sou mais-que-solidário com sua dor, com a dor da Cristina, e eu fiquei, antes de tudo, chocado por saber, dessa maneira, do ocorrido. Seu texto, entretanto, Coelho, principalmente quando você diz que “os piores monstros, para mim, foram aqueles que entraram no ônibus que a Cristina pegou de Cachoeiro para São Paulo no dia 28 de dezembro e atearam fogo nele” deixa claro um troço que é evidente, mas que as pessoas tendem a não perceber: cada dor é única, individual, particular, privadíssima. A raiz de todos esses problemas é coletiva, mas a coletividade pouco se importa com esses problemas, até que a tragédia bata à sua porta. Não é seu caso, eu sei, não é o caso da Cristina, sei também, mas tragédia é tragédia, mano, e não escolhe destinatário. Quando eu bato na imprensa – e sei que você sabe disso também, nos conhecemos não é de hoje! – eu bato no estardalhaço que ela faz sem uma mínima preocupação de ir mais a fundo na análise da conjuntura que dá nisso que estamos vivendo hoje. Eu, malandro, sigo crendo na cidade, na sua gente, no seu povo, nos meninos e nas meninas, nos velhos, nos sábios que perambulam pelas ruas, e nem a bala perdida que pousou na minha janela como um passarinho – você leu sobre isso aqui no Buteco? – me fez perder a esperança. Todo meu carinho, mano.

  13. Lindo texto. Hoje apesar de estar 28 anos mais velho de quando pude ver o Zico, choraria do mesmo modo… Como chorei de novo hoje vendo minha filha assistindo o video… nao chorei por ela, mas porque ela nunca sabera o que eh aquela emocao, ja que os idolos hoje surgem e desaparecem muito rapido. Beijo no coracao de todos. Thanks, Edu! Alexandre (o do video), filho do Costinha.

  14. Eduardo, nessa época o Raul – o goleiro – morava no meu prédio e as crianças ficavam esperando ele voltar do Maracanã. Minha filha era uma delas, toda uniformizada. Foi um momento lindo. Aí, o Zico vai pro Udinese e a meninada não entendeu. O Zico não era mais o Flamengo. Acho que ela pode narrar melhor – pergunta aí pro Rodrigo, que conhece ela (Cacá), filha do Ivan, meu marido. Pra acabar: a Livraria é um Zico que permanece, é a guardiã das raízes. Todas as raízes. Fincadas aqui. Um beijo, Ana Amélia.

  15. Daniel Banho

    Já passei por algo parecido.

    Estava eu saindo de uma livraria quando minha mulher fala:

    – Aquele cara ali não é famoso? Não é o Bernardinho?

    Quando eu olho pra trás era ninguém menos que o ZICO! E eu tinha passado ao lado dele sem nem perceber!

    Voltei pra dentro da loja e fiquei uns 10 minutos tomando coragem pra ir falar com ele, pedir um autógrafo, tirar uma foto, sei lá… Ele tava conversando animadamente com uns 3 amigos e eu fiquei sem graça de incomodar. Fiquei um bom tempo tremendo, nervoso…

    Aproveitei que estava numa livraria e comprei um livro dos grandes jogos do Flamengo. Fiquei a uns 2 metros de distância com o livro e uma caneta na mão, todo sem graça, fingindo que tava olhando umas revistas… Quando ele parou de falar, olhei pra ele e ele fez um gesto com a cabeça como quem diz “pode vir aqui garoto”.

    Fui igual uma criança, com os olhos meio marejados, pedi desculpa aos amigos dele por interromper a conversa e comentei que estava muito nervoso. E o Zico todo humilde:

    – Não, que é isso… qual o seu nome?

    Respondi e abri o livro na página do jogo com o Cobreloa pra ele autografar. Ele me perguntou:

    – Não é melhor assinar aqui? (abrindo na primeira página depois da capa).

    – É porque esse é o jogo da final da Libertadores, que você fez dois gols…

    Aí ele abriu um sorriso e fez uma dedicatória, bem na foto do Anselmo dando um socão na cara do Mario Soto. Apertei a mão dele, pedi desculpa novamente ao amigos e voltei mais pra dentro da loja pra buscar minha mulher. Ela, rindo, disse que eu tava gelado.

    Na hora de ir embora passei olhando pra ele, ele abriu um sorrisão e fez um sinal de positivo pra mim. Fiquei o resto do dia igual um bobo, rindo à toa… Tudo graças à “semelhança” com o Bernardinho.

  16. Pingback: 03 DE MARÇO, NATAL RUBRO-NEGRO | BUTECO DO EDU

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