A FORÇA DAS PALAVRAS DO SIMAS

Vai parecer a quem quiser me defenestrar, que estou preguiçoso nesta segunda-feira gelada, impensada para um mês de novembro no Rio de Janeiro. Mas não é verdade. Estou, eis aí o adjetivo certo, sim, embasbacado com a qualidade do texto do meu queridíssimo Simas, que – diz ele, motivado por mim – passou a escrever quase que diariamente em seu excpecional blog, o Histórias do Brasil.

E eu tenho desses troços.

Empolgo-me com alguma coisa e saio, por aí, como um mercador, vendendo o peixe alheio. Estou sendo preciso do início ao fim. Já dividi com vocês, empolgadíssimo, o Rio-Brasília, o melhor buteco do Rio de Janeiro. Já dividi com vocês, igualmente empolgado, o talento do Pratinha, e está bom de exemplos, vou parar por aqui. Vivo, permanentemente, a euforia dos encontros que, como um louco, busco sempre promover, com a intenção maior, de engrossar o exército em defesa do que há de mais carioca, de reunir gente que pensa, que opina, que faz a gente crescer a cada papo, a cada rodada de cerveja, a cada encontro, enfim.

E é mais-do-que-empolgado que quero recomendar, expressamente, os dois últimos textos escritos pelo Simas, de quem tenho tremendo e quase que inexplicável orgulho.

No primeiro deles, o bardo conta sobre o dia em que quase matou o desprezível cantor Agnaldo Timóteo, sem o negrito, evidentemente. É de chorar de rir. Leiam aqui.

E o segundo – o de hoje – é de uma beleza indizível.

Diz o bom Simas:

“O que se passou, por exemplo, durante a República Velha na zona do Mangue, entre garrafas de cerveja, conhaques vagabundos e delírios suicidas de velhas putas, me interessa mais que as tramóias urdidas nos gabinetes presidenciais, abastecidas, diga-se de passagem, por litros de café-com-leite e cafetinas de luxo.”

Chama-se “Para todas as flores da noite” e é de leitura obrigatória. Como todo o blog, aliás.

Mas a intensidade deste último texto, meus poucos mas fiéis leitores, me obrigou a, de cotovelo apoiado no balcão imaginário, gritar: leiam!, leiam!, leiam!

Até.

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6 Comentários

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6 Respostas para “A FORÇA DAS PALAVRAS DO SIMAS

  1. É como eu disse, Edu: o Simas é o melhor texto do universo blogueiro. Não tardará para que suas crônicas virem livro! Ponho fé e assino.

  2. Queridos, vamos parar de viadagem, vamos. Beijos pros dois. (Edu, seu puto, você sabe perfeitamente que meu blog é apenas, e sobretudo, um filhote do teu buteco, este sim, a nossa maior trincheira).

  3. Vocês são malucos!!! Beijo, Tiago Prata

  4. Edu, Simas, Pratinha: precisamos reunir nosso exército no QG do Rio-Brasilia. Questão de ordem!

  5. Salve, salve, Edu! Salve a todo o exército de prontidão! Passei, ontem, no blog do Simas e li (e brindei) seus últimos textos. Realmente estavam bacanas! Agora, eu sugeri ao amigo que publicasse algo sobre capoeira (minha paixão de longa data!) – pois que percebi nele o seu sincero respeito às tradições afro-brasileiras. (Tô esperando, Simas! Axé!)

  6. Eu também sugeri que o Simas escrevesse sobre João Cândido! O coitado vai ter que se virar pra atender todo mundo! E Candeia, Simas? E Gentileza? Saudações!

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