>UM SENHOR SÁBADO

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Quando eu começo escrevendo “UM SENHOR SÁBADO” não estou mentindo. Conforme eu previra, leiam aqui, o Rio foi mais Rio que nunca na tarde de 28 de outubro, quando Pratinha e Simas comemoraram seus aniversários cercados de amigos, e foram muitos amigos, de muita música, muita bebida e muita festa. Exatamente como ambos merecem. Eu posso dizer, sem medo do erro, que o Buteco arrastou praquela sagrada esquina da Rua do Ouvidor com a Travessa do Comércio, sem contar, evidentemente, com a minha Sorriso Maracanã, o Fefê, a Betinha e o Flavinho, o Fraga e a Renatinha, o Bruninho, a Lelê Peitos, a Manguaça e a Fernanda, a Guerreira, e o Vidal.

a mesa dos músicos

Bem diante da Livraria Folha Seca, a livraria do meu coração, comandada pelo Rodrigo e pela Dani, com o grande Bruno segurando as pontas durante a festa, Pratinha e Simas receberam, de braços e corações abertos, uma multidão de amigos que se embebedou, literalmente, de Rio de Janeiro, de samba, de choro, de cerveja e de chope. Com exceção do Simas que, tendo recebido de presente, de mim, uma garrafa de dois litros da batida de maracujá feita, na manhã do próprio sábado, pelas mãos santas da Terezinha, do Rio-Brasília, deu conta do presente inteiro ali mesmo naquelas calçadas.

Simas, eu, Rodrigo e Bruninho

Para não cometer algumas injustiças omitindo um nome ou outro, deixo de tentar o exercício de memória que me trairia. Mas foi um puta prazer encontrar por lá Zé Sergio Rocha, Alfredinho do Bip-Bip, Helion Póvoa, Moacyr Luz, Marluci, Janir, Pedrinho Amorim, Cláudio, Edmundo Souto, Cid Benjamin, Ari do Simpatia, Tomaz, Jorgito, Maria Helena (que fez as fotos), Leal, Loredano, Mussa, Felipe Barros, Guilherme Sá, Gabrielzinho, Rogério, Evelin, Candinha, Nando, Marcelo Moutinho, Mariana Blanc, Marquinhos Presidente, gente que não escondia a satisfação pelo encontro e pelo momento mágico vivido no Centro da cidade, num sábado de céu azul, gravando, definitivamente, uma belíssima página na história carioca.

Fraga e Moacyr Luz
Simas, Pratinha e Alfredinho do Bip-Bip
Pratinha, Tomaz, Simas e Nando
eu, Dani e Alfredinho do Bip-Bip
Nando, Helion Póvoa e Rodrigo
Rodrigo e eu

Como eu já disse, teve choro, teve samba, teve partido-alto (num hilariante desafio entre o Simas e o Pedrinho Amorim), e quando a noite se fez presente, partimos, num bonde mínimo, em direção ao Galeto Columbia, na minha mui amada Tijuca, onde erguemos os copos ao humor, ao Rio de Janeiro, antecipando a festa da democracia de ontem, quando a esperança deu as mãos à certeza de que o povo brasileiro soube fazer a escolha certa.

Até.

10 Comentários

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10 Respostas para “>UM SENHOR SÁBADO

  1. >Porra, se eu não estiver muito enganado, o Simas tá usando a camisa do meu São Cristóvão! Coisa linda, Simas. Não bastasse o seu blog maravilhoso e ser amigo do Edu, é também São Cristóvão. Que sábado!

  2. >Salve, Bruno! Na mosca, malandro. O grande Simas, que tem entre suas obsessões colecionar camisas dos times ditos pequenos, trajava, sim, a camisa do São Cricri.E você fez falta!Foi um belo sábado!

  3. >Um sábado de antologia. Mais carioca, impossível!

  4. >Encontro aqui no seu blog, Edu, o Rio que tenho muita vontade de conhecer; o Rio que hoje já conheço através da literatura, da música, da fotografia, etc, etc, etc.Salve as belas “imagens” do RIO!

  5. >Ah: provei da espetacular batida de maracujá. E comentei sobre o evento lá no Pentimento…

  6. >Edu, devo ressaltar que o maracujá foi o melhor presente que recebi nos últimos vinte anos.Bruno, querido, salve o glorioso alvi-negro de Figueira de Melo!Abraços

  7. >Oba!!Que dia maravilhoso, sem o que comentar…. varios me pediram para fazer isso uma, ou duas vezes por mes, no que eu respondi que não… só tem graça 1 vez por anoMas quem sabe outras parecidas não organizamos ao longo do ano?!?!BeijoTiago Prata

  8. >Francamente, Eduardo, não poderia ter havido um sábado melhor que esse teu não, meu irmão! Pô, tudo numa boa!, num clima genial – centro do Rio, cerveja gelada, bons amigos, sambas… Confesso, mas confesso mesmo, cara!, que senti inveja. Senti inveja, Eduardo, porque, assim como você, graças a Oxalá!, sou carioca da zona norte. Mas sou um carioca exilado de meu lar, de modo que não posso participar desses encontros tão legais que ocorrem por aí. É que, ainda moleque, há quinze anos, tive que me mudar para o Espírito Santo. Mas nada que me impedisse de estar periódicamente por aí. Tanto em férias escolares, na infância e adolescência, como em férias de serviço, atualmente. Comecei a ler no teu balcão através de um amigo meu, o Andreazza. Ele, por saber que leio freqüentemente Aldir Blanc, me indicou o teu blog pra ler a entrevista que você fez com o mesmo – esta, aliás, ficou excelente. Bom, Eduardo, é isso: pra mim, de certa forma, ler o teu blog é como estar aí de novo, no Rio, na zona norte, no centro. E é por isso que todos os dias passo por aqui pra ler alguma coisa, pra beber um chope. Bom, é isso… parabéns pelo teu sábado. Fique com Oxalá! Ah!, e desculpe por fazer um comentário tão grande assim, ainda mais no meu primeiro comentário. Serei bem mais breve no próximo.

  9. >Ô, Felipe, larga mão de cerimônia, malandro! Seja bem chegado ao balcão do Buteco e sinta-se à vontade, sempre, pra dar seus palpites, contar suas histórias, como num buteco de verdade, como só a zona norte tem, você que é daqui sabe disso! Não seja bem mais breve no próximo, não, que de breve basta a vida. Fique com meu forte abraço e meu brinde a você, quatro dedos de espuma espessa, que é mais um que chega no pedaço a fim de dividir, exaltar e vibrar com os troços mais cariocas que existem.

  10. >Que beleza! Pena que não pude ir…

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