>ALDIR À VERA

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Ergo o copo de chope hoje, de pé diante do balcão do Buteco, em homenagem a uma grande figura a quem eu conheço – quando me dei conta, ontem à noite, da extensão do tempo tomei um puta susto! – há mais ou menos 20 anos, Vera Mello.

eu e Vera Mello no Estephanio´s, 12 de dezembro de 2005

Assim, ó.

Eu era moleque ainda e babei – lembro-me disso com a nitidez que me é peculiar – quando a ouvi cantando pela primeira vez, numa festa na casa do Toledo, pai do ilustrador e pai da minha namorada à época, acompanhada pelo violão do Renato Alvim e pela bateria do saudoso Eloir de Moraes. Lembro-me, também, do susto que a Vera levava quando ouvia meus pedidos:

– Que idade você tem, menino? – e ríamos.

E Vera ficou amiga de mamãe, e eu passei a assisti-la cantando nas festas em minha casa também.

Anos depois – essas maluquices que a vida apronta – fui selecionado pra cantar num domingo no Mistura Fina, na Lagoa, no projeto “Profissional Amador”. Convidei pra me acompanhar apenas dois violões, justamente o do Renato Alvim e de seu filho, Alexandre Alvim. Ah, e é claro, não posso me esquecer, levei como convidados o Walter Alfaiate e o Nélson Sargento, rebocados horas antes no Bip-Bip. E a Vera Mello, que não arredou pé do meu lado um só minuto enquanto estive no palco pela primeira e última vez (haja coragem pra encarar aquilo por mais de 1 minuto!).

Vai daí que nós construímos uma relação impressionantemente bonita, e é por isso que estou hoje bastante feliz, indo hoje ver o sonho que a Vera acalenta há quatro anos – sou testemunha ocular da fecundação da idéia.

Hoje, no Centro Cultural Carioca, na carioquíssima Praça Tiradentes, a Verinha apresenta o espetáculo “Aldir à Vera”, com direção geral da minha comadre querida Mariana Blanc e direção poética de Elisa Lucinda, abrindo, assim, as comemorações pelos 60 anos desse monstro sagrado, brasileiro e carioca, no ouvido de quem um anjo soprou numa esquina qualquer da Rua dos Artistas:

– Vai, Aldir, ser Blanc na vida em nome da Vila!

Até.

7 Comentários

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7 Respostas para “>ALDIR À VERA

  1. >O negócio é chegar cedo, Edu. Vai ser um caos aquilo lá, pq resolveram marcar o lançamento do livro do grande ALdir para o mesmo lugar (onde cabem apenas 200 pessoas)…

  2. >Você me fez chorar, seu safadinho.E logo na saída para o ensaio.Eu te amo, muito.Dilíiiiiiiiiiiicia ter você de amigo.Verinha

  3. >Como foi o show? Acho que nem carece perguntar…. Na terça-feira que vem estarei lá, prestigiando essas mulheres maravilhosas.Beijo

  4. >Fê: o show foi um absurdo de bonito. Além da beleza e da intensidade das interpretações – das músicas, das poesias e das crônicas – que a Vera fez, a noite ainda foi coroada com Aldir e João subindo ao palco no final do espetáculo brindando a gente com uma pá de pérolas.Grande momento no CCC.A nota triste da noite – falo sobre isso qualquer dia desses – foi saber que grande parte das caipirinhas da casa é feita com suco Maguary. Nada como a sinceridade da garçonete, que foi com a minha cara, pra evitar que a gente caia na armadilha!Beijo.

  5. >SENSACIONAL!!! Inesquecível. Emocionante. O show está excelente, estou pensando em repetir a dose ma terça.

  6. >Espetacular. Fiquei impressionada com a criatividade, alegria da minha querida amiga Vera Meo. Vim de Brasília especialmente para a estréia e fiquei muito emocionada com tudo que estava naquela palco maravilhoso.Adorei o Grand Finale. João Bosco e Aldir, que espetáculo.

  7. >Helena: era de se esperar! Vindo da Vera… Beijo.

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