GENTSKRÔTA

Fazendo uma espécie de trocadilho semi-infâme com o nome da coluneta do Joaquim Ferreira dos Santos, quero prosseguir na minha solitária porém heróica campanha com dois objetivos bastante definidos. O primeiro, dizer um não rotundo (saudade do Brizola…) a esses McDonald´s de bêbado nojentos que, como câncer (bom dia, Joaquim Ferreira dos Santos), vêm se espalhando pela cidade. E o segundo, dizer que a avassaladora e destruidora multiplicação dessas mentiras (Belmonte, Informal, Conversa Fiada, Manoel & Joaquim, entre outros) conta com o apoio maciço, vergonhoso, de alguns pseudo-jornalistas, que têm no Joaquim Ferreira dos Santos – só pode ser, só pode ser – um líder. Senão vejamos.

Aqui o Joaquim Ferreira dos Santos exalta o que ele chamou de pé-sujo fashion. Aqui ele cita diversos bares de merda, criando uma espécie de ranking, atendendo, evidentemente, ao interesse dos investidores. Aqui ele dá uma babada escancarada no Chico, o garçom do Bracarense, que acaba de ser lançado como garoto propaganda de uma nova marca de cerveja que, já, já, estará sendo exaltada pelo Joaquim. Aqui, mais uma do jornalista, que nessa nota criou mais uma de suas expressões infelizes… boteco grifado.

Eis que hoje deparo-me com matéria (paga, me pareceu) não do Joaquim, mas de uma coleguinha sua (não dou o nome nem a paulada).

Título da matéria (mal escrita): “A noite carioca tem agora o Baixo Copacabana – trecho entre as ruas Domingos Ferreira, Bolívar e Constante Ramos tem bares, restaurantes e cafés charmosos”.

Vou reproduzir alguns trechos bastante elucidativos e tecerei brevíssimos comentários.

“O Copa Café também costuma ter fila de espera por mesa. O dono, Roberto Peres, que inicialmente pensou na Lapa para abrir o negócio, não se arrependeu. De olho no movimento crescente, já negocia para abrir outra casa no Baixo Copa, o Café Club.”.

Vão tomando nota. A moça, que já havia citado na mesma coluna o bar Bossa Nova e o restaurante Don Camillo, tasca mais um estabelecimento na matéria. Mas, como diria Stanislaw Ponte Preta, isso deixa para lá. Vamos em frente.

“O universitário Carlos Henrique Lima, morador do Flamengo, é freqüentador, com um grupo de amigos, do Boteco Belmonte, na esquina da Domingos Ferreira com a Bolívar. A casa, que funciona no Flamengo desde 1952, também apostou nessa região de Copacabana, onde abriu as portas há cerca de um ano.”.

Aqui nota-se, além do estilo pífio da moçoila, ignorância, que é – antes que me acusem de estar sendo grosseiro – o estado daquele que não tem conhecimento ou cultura, em virtude da falta de estudo ou da falta de experiência ou da falta de prática. Ou da má-fé. Pigarreio e continuo. Alguém precisa dizer a essa moça que o que funcionava desde 1952 no Flamengo era um buteco de verdade, que atendia pelo nome de Belmonte (peço publicamente a ajuda dos queridos Szegeri e Fraga), com um balcão enorme, espaçoso, um pé-sujo de primeira linha, que foi comprado, violado, destruído e reaberto com o mesmo nome por um cidadão que atende pelo nome de Antônio (não sei se com ou sem acento, mas sei que sem escrúpulo), figurinha fácil nas colunas do Joaquim Ferreira dos Santos. Investidor inescrupuloso (é mentira o que reza o letreiro de todas as filiais do Belmonte… “desde 1952”), vocês verão, mais abaixo, do que é capaz o sujeito.

“- O Belmonte é um pé-limpo – brinca Carlos.”.

Pausa. Notem como é fraca a moça que assassina a matéria. Brinca está mal aplicado. Há a cacofonia com o nome do tal estudante. Há uma absoluta ausência de brincadeira na frase do estudante, eis que a suposta piada é velha e sem nenhuma graça. Mas vamos à faceta do investidor do Belmonte.

“Para evitar concorrência, o dono do Belmonte comprou o ponto do outro lado da calçada e abriu o Bel Crepe, que, claro, tem muito movimento.”

Que beleza! A mocinha conseguiu emplacar mais dois nomes: Belmonte e Bel Crepe (puta mau gosto, inclusive, na escolha do nome). E exalta, sem pudor, o feito do dono do Belmonte. É o monopólio sendo formado. A mentira sendo espalhada. Feito câncer. Vamos seguir, e notem o desfecho da matéria e como a coleguinha do Joaquim Ferreira dos Santos (Luciana Fróes) consegue encaixar outro bar que nem aberto ainda está, e que também está sempre na coluneta do Joaquim.

“O Baixo Copa vai ainda este ano ganhar outro bar, na esquina da Domingos Ferreira com a Barão de Ipanema: uma nova filial do Botequim Informal.”

Um nojo.

Um verdadeiro nojo.

Até.

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5 Comentários

Arquivado em botequim, imprensa

5 Respostas para “GENTSKRÔTA

  1. >Edu,eu li esse lixo também.Lamentável!É claro que é matéria paga. O que mais poderia ser? Somada, é claro, à incompetência da “repórter”.beijoVania

  2. >Edu,Também li a odiosa matéria, ontem, quando tive engulhos, apesar de acompanhado por meus dois cachorros favoritos (B&W). Vamos por partes:1. A “éle”, já devidamente alcunhada, conheço de longa data, e fazia dublê em matérias (?) sobre gastronomia com a igualmente abominável Ana Cristina Reis – provo que esta copia, descaradamente, matérias de revistas estrangeiras e as reproduz, como se de sua autoria fossem, numa medonha coluna que ela assassina, no fétido caderno “Ela”. Passemos adiante.2. Eu gostava de freqüentar as boas casas do ramo incrustadas no Flamengo, e o Belmonte (quanta saudade daquele balcão) e o Picote eram paradas obrigatórias; hoje, não passam de arremedo do que um dia foram;3. O tal Antonio, que me bajula quase diariamente para que eu mude minhas baterias para o Belmonte Leblon (não conheço o Belmonte Copacabana, nem sei onde fica), é um mero “testa-de-ferro” a serviço da horda espanhola que comandava restaurantes (!) e hoje assumiu, também, “botecos da moda” (eu disse bOtecos). A criatividade dessa malta é tamanha que o novo estabelecimento atende pelo nome de Bel Crepe (por tutatis!);4. Além do cerco das ampolas casco-escuro, também fui criado à base de malte, sempre com o melhor papo que podia haver, no falecido Florentino – sabe o que virou o Florentino? Muito bem, prepare-se: JILÓ!!! Isso mesmo, jiló (com minúsculas, inclua aí na lista dos repelentes, inclua!), e foi inaugurado pelos mesmos sócios do vomitável Botequim Informal; este, para minha desgraça, teve seu primeiro posto aberto exatamente em frente ao prédio onde moro, e, por diversas vezes, planejei ataques aéreos os mais diversos. Minha ojeriza ao tal Informal chega ao ponto de eu patrocinar algo como dez ações trabalhistas contra eles, todas com retumbante vitória (viva nós!);5. Hoje, aqui por essas plagas, não se anda um quarteirão sem que se tropece nessas hediondas criações, que se multiplicam como coelhos e contam com verdadeiras legiões de neófitos e imbecis adoradores, sempre incentivados, provavelmente, pela leitura do homúnculo que se assina “j”. Para sorte de nós, cariocas de escol, ainda se mantém inexpugnável a sua mui amada Tijuca, que não admite a presença dessa calhorda em seu território;6. Soube, na semana passada, pelo próprio Chico (a quem mal cumprimento, advirto, minha zaga no Braca é composta por Vicente e Aroldinho, e o ataque, por Fumaça e André), da campanha dessa nova “cerveja”, de nome Mulata (quanta criatividade, uma vez mais; aliás, me parece, o Chico fez as sobrancelhas para a foto…), e os garotos-propaganda são o meu querido Lan (como se meteu nisso, santo Deus?), Dudu Nobre e Carlinhos de Jesus (…) – cá entre nós, ainda que com fotos antigas, para campanha da “Mulata” tinha que ser a Adele Fátima, né não?7. Por último, e como não podia deixar de ser (o pontapé é inevitável), tenho notado que o “j” anda meio silente a respeito dessas espeluncas, ultimamente – seria redução na “verba de colaboração”?Saravá!Fraga

  3. >Fraga: sobre essa burlesca Ana Cristina Reis, meu caro, debrucei-me em duas oportunidades, e gostaria de convidá-lo para ler os dois textos…http://butecodoedu.blogspot.com/2004/04/o-dio-ou-frustrao-de-ana-cristina-reis.htmlhttp://butecodoedu.blogspot.com/2004/06/de-novo-e-pela-ltima-vez-ela.htmlAgora… numa boa. Eu acredito em você. Mas acho que por vício de profissão eu adoraria ter acesso às provas…Faz isso? Seria delirante lançar luzes de holofote sobre mais essa sórdida mentira.

  4. >Edu, não creio que seja matéria paga. O problema maior disso é a desmedida exaltação daquilo que não significa nada (ou quase nada). A gente já discutiu isso aqui no seu blog. É jornalista querendo dizer que está descobrindo movimentos, tendências etc.. No entanto, não faz contraponto, não discute se é bom ou ruim. No fim, a reportagem vira uma babaquice só. Augusto

  5. Pingback: EU SABIA! | BUTECO DO EDU

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