>BOLA PRETA

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(Aldir Blanc – Jacob do Bandolim)

Bela foto! Bela foto! Eu e três de meus irmãos (Dalton, Vidal e Fefê), no Bola Preta em 2005! E deixo com vocês a monumental letra do Aldir, contando a história do Cordão do Bola Preta, encerrando, mesmo, as atividades do Buteco até a próxima quinta-feira! E vamos que vamos!

“Miudinho da Penha a Xerém
eu sei onde tem…
Um balanço de vem-ou-não-vem
no bonde ou no trem.
Socialaite beijou Zé-Ninguém:
nenhum nhém-nhém-nhém.
Chupeta, meu bem, pro neném…

I – B
Um inglês que trocou por Roskoff
o tal Big Bem,
o glamour de João Valentão
no Rio:
olha o cabra-da-peste,
deixa estar,
pintando o 7,
beliscou a Elisete
e foi beber no Tangará!

II
Malícia e Inocência moram lá.
São gêmeas e só querem namorar.
A Banda do Sodré
desabrocha e faz lembrar
o flamboaiã em flor de Paquetá.
– mas, ai, meu Deus que saudade que dá…

Já são 10 horas da manhã
de sábado e o Bola vai passar.
Passou e não passou,
foi pra Lapa mas ficou.
O Bola preta sabe eternizar.
– Eu sou de lá…

I – C
Mas tem um risco Brasil de mulhé
com a tal cana-caiana e café
e bota fé que o Bola chegou
não tem Zé-Mané!
Colombina dá bola pra mim
que ando assim-assim
– Sou meio Pierrô e Arlequim.

I – D
Tô na máquina do velho Wells
descida dos Céus,
um Balzac soltando no mundo
traque bom de pelica.
Tô no Bola,
a dica é de cuíca,
tão feliz a gente fica,
paquerei Carminha Rica
e fui beber no Bar Luiz.

III
Demorô,
oi, Iaiá, ai, Ioiô,
eu tô que tô
ou tu fica ou não fica…
A mulher ideal
é a Neuma, a Zica, a Surica
– ai, cumé qui eu vô fazê? Hein?

Duvidô,
de-ó-dó,
chororô, ô,
se encrencou,
o segredo é viver.
Pro Bola Preta
eu vou de muleta
e sinto a caceta
rejuvenescer.

IV (variações)
Vem Caymmi,
Noel, Lamartine, Ari, Bororó,
Ademilde também, o Orestes,
Sinhô, Donga, Jota Efegê
– Ai, o Tatu subiu no Pau!
Da Saúde, da Vila, do Estácio e de Madureira,
na uca, a Tijuca também quis comparecer,
pagou pra ver porque

eu vou sambar
no Bola, meu cordão,
o sangue e o coração
com Pato Rebolão, Porrete
e outros bambas sem par…
o Bola Preta, preta, é meu segundo lar
e é lá que eu quero
me curar.

(Final)

Os Democráticos e os Fenianos
são pau-a-pau.
A vizinha mamava na minha:
ensaio geral.
Trinca-Espinha virou K-veirinha
– Hoje é Carnaval!
Não chora, meu bem:
é norrrmal! Uau!

Preto e Branco, as cores do time:
feijão bom de sal.
Na moral, a moçada não quer
o teste da farinha.
Quem apaga e perde a linha
– amor com amor se paga –
liga pra Zezé Gonzaga
e vai beber no Nacional.

(breques)

Vou pro Bola, já.
Tô ainda lá…
Eu vou me esbaldar
pra eternizar,
pra eternizar,
pra eternizar…”

Até. Evoé. Bom Carnaval pra todos.

2 Comentários

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2 Respostas para “>BOLA PRETA

  1. >Bom Carnaval, Edu!Aproveite por mim e por todos mais que não estarão no Rio as delícias que essa cidade tem (no Carnaval e no resto do ano tbém.)Beijo

  2. >Ver o livro (Botequim…)e o próprio Edu incensados gostosamente no JB de ontem, foi a melhor partida para um carnaval mais que ótimo. Pelo que se vê, está tudo muito bem! Abraços, Vicente Melo

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