REVEILLON 2005-2006

2006 começou em alto estilo, como diria Roberto Severo.

Pelo quarto ano consecutivo, Maria Paula e seu pai, um craque, receberam dezenas de amigos em Copacabana, numa mágica que transporta a Tijuca em estado bruto pra zona sul da cidade. Vejam se não.

Cheguei com a Sorriso Maracanã e com meu brizolamóvel no Chopin às dez da manhã. Eu tinha de fazer a lentilha. Maria Paula ainda não estava lá (guardem bem esse detalhe). Fomos recebidos pela Santa, uma preta de sorriso luminoso, e lá ficamos entre os grãos da lentilha, o charque, o lombo, o paio, o bacon, as lingüiças portuguesas, as cebolas, os dentes de alho e as folhas de louro.

A Maria Paula chegou ao meio-dia.

É preciso dizer que eu e Dani chegamos de mochila, tudo pronto pra nossa permanência por mais de 24h fora de casa.

Eu disse a certa altura que os primeiros 10 convidados seriam da Tijuca, que na Tijuca isso é praxe. Chegar na hora. Não atrasar um minuto. Aproveitar literalmente tudo. E a festa marcada pras nove da noite.

Às oito – notem bem que eu disse OITO – toca a campainha.

Vidal, a Lenda, e Gláucia, a Tijuca dando as caras.

Em seguida chegam Alê, Dalton, Marquinho, mais Tijuca no pedaço. Logo depois a Manguaça com a Fernanda.

E tomem nota do time completo: Sérgio e Cícero, Natália e Douglas, Lelê Peitos, Betinha e Flavinho, o Xerife (que chegou desarmado), Cristiano, Magali e Ricardo, Maria Helena, Ana Clara, Célia, Dan e Ju, Miguel e Juliana, Bruno com a noiva cujo nome me escapa, Fumaça, Marcy, Guerreira e Zé, Cacau (cheirosíssima) e Ângela, Paulo Henrique, Lara e Mariana, Jéssica, Cachorro e Chris, Felipe, e mais uns muitos, éramos umas 70 pessoas. Isso pra não falar dos que chegaram depois da meia-noite, como o Marcelo, a Incêndio e o Bombeiro, o Brasa (irmão da Fumaça) com a mulher, o Maurinho e a Kaká. Vamos a pequenos detalhes.

Descemos às onze e meia pra ver os fogos. Eu, Dani, Vidal, Gláucia, Alê, Dalton e Cristiano.

Chegando no asfalto, vimos um tumulto. Uma massa humana se desclocava pra lá e pra cá e pensamos em briga, arrastão, um troço desses. Não era nada disso.

Era o Zé Colméia, que tem quase dois metros e calça 50, abrindo espaço pra chegar na areia. Saudou-nos o Zé:

– Feliz 2007!

Vidal:

– Zé… 2006.

E a elegância em pessoa responde na lata:

– Foda-se 2006. Quero ver logo o Pan! – e saiu quicando em direção ao Forte de Copacabana.

Encontramos também o Manguaço, o Marcelo e o Rodrigo. Estouramos os espumantes quando deu meia-noite, choramos a rodo e voltamos pro apartamento. Daí começou o furdunço à vera.

A Juliana estava mais bêbada que o mendigo Gasolina. Tomando o posto da Guerreira, a Juliana galopou olimpicamente pelos salões dando ritmo às golfadas que eram intensas. A Fernanda ameçou se atirar do décimo-segundo andar mas foi salva pelo Brasa. Quer dizer, eu não sei se era consciente, mas a Fernanda estava de pé na janela, metade do corpo pra fora, dando adeus sei lá pra quem na praia. A Betinha, contrariando as previsões da patuléia, bebia com uma classe nunca dantes verificada. Mais-que-sóbria, o que irritou o Xerife a certa altura. O Xerife, desarmado, fez uma pistolinha com o indicador e o polegar e dava tiros imaginários em direção ao lustre gritando “Bebe, porra, bebe!”. E a Betinha ali, copo pela metade, dizendo que não. O Mauro, quando chegou – de penetra que eu pus pra dentro da festa – virou o centro das atenções da mulherada. Parecia um gogoboy cercado de moças com surtos coletivos de umidade. Houve um pequeno leilão entre as meninas e foi a Fumaça que ganhou a prenda. O Dalton, a certa altura, descobriu que a Santa era do santo, como ele gosta de dizer. E flagrei a cena, os dois na cozinha, ajoelhados no chão, conversando animadamente num dialeto que não reconheci. O Dalton fumando um charuto, uns galhos de louro na orelha, e a Santa dando um passe no malandro. Houve fila e a Santa aproveitou pra fazer um ganho extra cobrando R$50,00 por uma consulta, grãos de feijão fazendo o papel dos búzios numa peneira improvisada.

E a festa foi acabando e eu e Dani ocupamos um dos quartos da mansão à beira-mar. Regulei o ar-condicionado a 16 graus (tijucano adora sentir frio) e dormimos como anjos.

Acordamos às dez. Fui à cozinha. Dei bom-dia a Santa, que contava a féria da noite anterior e perguntei pela Maria Paula.

– Ué… Foi dormir em casa. Vocês dormiram na caminha dela.

Que beleza! A Tijuca em estado bruto no primeiro dia do ano.

Partimos, eu e Dani, pra casa da Maria Paula, no Leblon, levando toda a comida que sobrou, toda a bebida, e bebemos olimpicamente na companhia da Guerreira, do Zé, da Fumaça, da Marcy e da Giulia.

E ainda recebemos, às dez da noite, o Dalton, no buteco aqui de casa. Uísque, cerveja e foi bom demais. Um belo dia primeiro. E que assim seja o ano inteiro, amém.

Até.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em gente

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s