S&S – PARTE II

Vamos prosseguir hoje com o relato do casamento da Stê com o Szegeri. Confesso que assustei-me um pouco ao verificar, ao vivo, o poder do humilde Buteco. O Marcão, vejam vocês, o Marcão foi um poltrão olímpico ao se deparar comigo. Vou explicar.

Antes preciso dizer que o Fefê era um excitado à espera do Marcão. Disse-me ele logo cedo:

– O Marcão vem?

– Vem. Por que?

E rolou de rir, o Fefê.

– O que foi, Fefê?

– Ele é igualzinho à imitação do Szegeri?

– Idêntico.

E continou como uma piorra, no chão, o Fefê, relinchando de rir.

Chega o Marcão.

E eu o apresento ao Fefê.

O Marcão faz pequenas mesuras e o Fefê tem crises de apnéia enquanto gargalha.

O Marcão, preciso dizer, já chegou ao casamento levemente bêbado (quer dizer… chegou bastante bêbado, mas como ficou muito mais bêbado ao longo da festa, chegou levemente embriagado, já que valho-me de critérios coerentes).

Mal chegou o Marcão e a Marcela, ajudante do Szegeri e da Stê, serviu-lhe um chope. Mas derrubou o chope na camisa listrada do Marcão.

– Desculpa… – disse uma tímida Marcela.

– Não tem nada, não… – soluçou – Pode derrubar chope, o que não pode é o Edu escrever isso no blog.

E ficou assim, nesse medo, nessa mania de perseguição, o Marcão, durante todo o tempo.

À certa altura eu vi o Marcão engatinhando em direção à chopeira. Tinha na cabeça um cesto de palha como disfarce. Eu, discreto, arranquei-lhe o adereço do pescoço e ele, coitado:

– Pô, Edu… Você não vai pôr isso no blog, vai? Eu prometi à minha mulher que não iria beber…

E eu dando conselhos:

– Deixa disso, Marcão! Cadê ela?

– Trabalhando… – uma lágrima correu de seu olho esquerdo.

– Então beba. Exigir de você a abstinência é egoísmo. Diga que eu o embriaguei.

E ele então foi um homem com o sorriso diante da absolvição. Tomou do balde de gelo e pediu ao Ceará, o tirador de chope, que o enchesse.

– Mas você não vai escrever no blog não, né? – disse derramando espuma na barba.

– Imagina, Marcão! Pode confiar!

Vejam como sou honesto.

Amanhã continuo a falar sobre a festa que, não é demais repetir, foi a maior e melhor festa de casamento em 36 anos de vida. E isso sem as frescuras de um buffet, sem cerimonial, sem frescura nenhuma.

Só samba. Muitos amigos, muita bebida, muita comida e um casal campeão como amálgama de tudo.

Até.

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5 Comentários

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5 Respostas para “S&S – PARTE II

  1. Edu, eu estava perto do Marcão, que não estava tão bêbado assim. Aquele toldo foi derrubado por todo mundo e só o nosso chapa está pagando por isso, logo ele que nem chegou a derrubar aquela bosta?! O problema não é o Marcão em si, mas as más companhias que ele arruma, notadamente o biltre do Augusto.

  2. Agora só faltam 43 posts para o buteco atingir a invejável marca dos 20 mil visitantes. Se 1% disso comparecer ao lançamento do teu livro, o Fefê e o Paulo Cachorro vão torrar a grana na Europa…

  3. O Marcão não estava bêbado? 🙂 quem estava, então?

  4. Prezado Anônimo: exijo respeito. Eu não estava bêbado, mas apenas levemente entorpecido pela emoção do casamento de nosso amigo Fernandão, entorpecimento esse para o qual o grande Ceará contribuiu, aliás de forma brilhante, pois é um tirador de chope de primeira, que tem até passe, eu soube. E tem mais uma: toldo em festa com consumo de 400 litros de chope tem que cair mesmo, é inevitável.

  5. Apoiado Marcão, aquele toldo foi fruto da atenção do Szegeri, mas em uma festa como aquela era mais que previsível a queda. Vi, no mínimo, uns vinte choques com a armação do troço. Culpa da perícia do Ceará, que envidou esforços para bem entorpecer a multidão.

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