A VIAGEM – CAPÍTULO II

Na foto, Evelin, nossa doce anfitriã em Amsterdam, eu e Dani, no Dampkring, coffeeshop que ganhou fama graças ao filme “Ocean´s 12”, o preferido da Evelin, e que recebeu nossa visita uma bela penca de vezes. Amsterdam é belíssima e eu bebi, por aquelas plagas, cerveja suficiente pra encher os diques da cidade. Éramos, nos primeiros dois dias, apenas cinco: Evelin, eu, Dani, Fefê e Zé Colméia, e juntaram-se a nós, depois, Cristiano e Guerreira. O Cris, vindo da França, a Guerreira, chegando de Londres (e vejam vocês que alegria a nossa, tijucanos diplomados, sapateando sobre o mapa da Europa). E que não seja breve a menção à doçura da Evelin. Morando há 9 anos em Amsterdam, Evelin, brasileira com nacionalidade egípcia (por causa dos pais) e holandesa, foi uma anfitriã de comover-nos. Daqui, meu beijo e meu carinho.

Vamos num sopetão só, ao roteiro, sem ordem cronológica: conhecemos inúmeros coffeeshops, a casa de Anne Frank, o Museu Van Gogh, bares seculares, parques gigantescos onde cuecas, calcinhas e sutiãs formavam a paisagem, a praça onde iniciou-se o movimento hippie, o Palácio da Rainha, delicatessens de deixar qualquer um tonto com a quantidade de queijos, frios e embutidos, cervejas do mundo inteiro (uma garrafinha da nossa Brahma, no supermercado, custava 2 euros), o bairro da luz vermelha, onde moças se expõem em vitrines feéricas dia e noite, fizemos um piquenique financiado pelo Cristiano sob um sol de Rio de Janeiro, assistimos Brasil x México num pé-sujo holandês, andamos de trem pra cima e pra baixo quando as distâncias eram gigantescas.

Detalhe épico: Fefê e Zé Colméia partiram, determinada noite, pra um passeio na cidade em busca de cerveja e diversão. Chegaram em casa apenas às 6h da manhã. Eis a razão: bêbados, lembravam-se apenas do final do nome da rua da casa da Evelin… “não sei o quê… straat”, um dizia pro outro. Ocorre, amigos, que straat é rua em holandês… e depois de andarem coisa de 10km a pé, passando por MarcoPoloStraat, ElizabethVonStraat, VascodaGamaStraat, BartholomeuStraat e mais de 500 straats, reconheceram a casa. Uma coisa, os dois.

Falei no parque e preciso lhes contar sobre o pífio desafio que eu, Fefê e Zé Colméia propusemos a 3 holandeses que batiam bola. Pedimos a ajuda da Evelin que, num holandês límpido, expôs nossa idéia: uma partida de gol pequeno, 3 pra cada lado, e os holandeses babaram… Brasil e Holanda! Os 3 eram sarados, jovens, corpos talhados e nós, 3 brasileiros acima dos 30 anos, barrigudos e cheios de marra. Evelin fazia o papel de tradutora do lado de fora e traduzia pra nós as falas dos caras: “Não precisa marcar esse balofo”, “Dribla entre as pernas desse gordo sebento”, “Sacaneia, sacaneia”, e por aí foi. Perdemos de 3 a 2, pouco diante do massacre que nos foi imposto. Durante a partida, torci o pé num buraco gigantesco escondido por um tufo de grama e quase voltei pro Brasil diante do inchaço e da dor que me impediam de andar no final do dia.

Em prantos, já em casa, fui ao banheiro engantinhando, mijei no próprio tornozelo, pedi ajuda aos caboclos de papai, ao meu médico curitibano morto há mais de 100 anos, à minha bisavó e com o auxílio do antibiótico da Guerreira, eu estava inteiro na manhã seguinte (o antibiótico foi o menos importante, longe de casa sou um crente quase-fanático).

Partimos 4 dias depois rumo a Milão, de avião, e lhes conto sobre a Itália a partir de amanhã.

Até.

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3 Comentários

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3 Respostas para “A VIAGEM – CAPÍTULO II

  1. >Oi gente,Cheguei!!! Estou de volta ao batente. Quase refeita depois de 9 horas de sono na minha caminha. Detalhe: foi o maior número de horas dormido nos 23 dias de férias… Feliz pela viagem, mas mais feliz ainda de morar aqui, nossa cidade é o máximo! Voltei com gás total para trabalhar, juntar o dinheiro todo de novo e viajar ano que vem com a certeza da volta. Beijocas, saudades, Lu Guerreira

  2. >Edu,Obrigada pelo carinho. Voces estão sempre bem-vindos. Pq já sabe que a vista de voces é EXCELENTE!!!!Gde beijo

  3. >Relaxa Edu, não fez nenhuma vergonha para o orgulho nacional(no quesito esporte bretão). Pior tem sido a bolinha que as seleções tem jogado.

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