A FAMÍLIA VILA ISABEL

Ninguém, com um pingo de caráter, é o que reza o dito popular, troca de time durante a vida. Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Flamengo, até morrer, eu sou.

O mesmo dito valeria, pensei durante anos, para as Escolas de Samba? Pensei por vezes que sim, outras tantas vezes achei que não.

Eu, que desde o berço aprendi a guardar com orgulho a Academia do Samba no coração, Salgueiro, minha paixão, minha raiz, tive – e já contei isso por aqui – o coração invadido, a princípio timidamente e depois de forma arrebatadora, pela azul-e-branco fundada pelo seu China, o velho sonhador, que criou a tal Vila bonita que me encantou, com a licença de Martinho da Vila e do Ruy Quaresma.

“No meio da quadra, tão familiar, bebi, fiz amigos e cantei…”, disseram novamente o Martinho e Moacyr Luz, e eu endosso. Buba, Lu, Stephanny, Dhaffiny, Mestre Mug, Mariozinho, Macaco Branco, Marcão, Luís Paulo, Wallan, Cassiano, Peri, Jaquetão, Cláudia, Dinha, a família Vila Isabel pediu licença sem cerimônia nenhuma e hoje a Vila Isabel é a responsável pela transfusão do sangue vermelho, tingido também de azul, que corre nas minhas veias com muito menos gordura entre elas, diga-se de passagem.

Ontem, 20 de janeiro, dia de São Sebastião do Rio de Janeiro, houve ensaio técnico da Vila Isabel no Sambódromo, e de presente eu ganhei “apenas” o seguinte: um repique, que me foi passado pelas mãos da Lu, que aparece na foto com o Buba e a Dani aqui em casa logo após o ensaio, com o qual desfilei uns 20 minutos fazendo parte da nota 10 sob o comando do Mestre Mug.

Seguramente, uma das maiores emoções que já vivi. Dormi ainda sorrindo, nos braços da mulher amada, sem nenhum remorso por subverter o dito popular.

Até.

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2 Comentários

Arquivado em carnaval, confissões

2 Respostas para “A FAMÍLIA VILA ISABEL

  1. >É, semprei adorei a Vila. Desde o tempo em que ia, nas quartas-feiras que antecediam o Carnaval, ao ensaio geral na 28 de setembro. Aquilo era uma das coisas mais deliciosas do Carnaval. Aí o meu coração que é azul e branco vira branco e azul de vez em quando, nem precisa de corante. Mas às vezes se emociona em verde e branco imperianos e já chorei muito de verde-e-rosa, confesso. Então é isso aí, meu cumpadre. No samba não é nem um pouquinho como no futebol. A competição até existe, é bom ganhar, mas a festa, a celebração, a entrega está muito acima de tudo. Salve a Vila!

  2. Pingback: SALGUEIRO É UMA RAIZ | BUTECO DO EDU

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