>A DOCE IARA AGORA É MINHA TAMBÉM

>

Doces figuras, já são quase cinco anos vivendo com a Dani.

E já são seis os afilhados, que, como diz o meu irmão Szegeri, são a maior prova de carinho que alguém pode dar a um amigo.

Pela ordem: Mariana Blanc, amiga querida, uma das pessoas a quem, além de carinho, devoto eterna gratidão, em 1999, na quadra do Salgueiro, em meio ao som dos tamborins da vermelho-e-branco, deu-me a Milena, a dona dos mais lindos cílios do planeta e leitora compulsiva de deixar muito marmanjo no chinelo, como afilhada. Diga-se que cada vez que ela me olha com aqueles olhos-desenhados-à-mão e me chama diiiindo, eu tenho taquicardias violentas.

Veio depois o anúncio feito pela Magali e Ricardo durante um jantar no Fiorino. Maga anunciou que estava grávida e que seríamos, eu e Dani, os padrinhos. É preciso dizer que naquele momento fui ao banheiro chorar como órfão. No dia em que a Ana Clara nasceu, 16 de dezembro, enquanto Magali paria, Dani me oferecia café, bolo, pipoca e cerveja na calçada em frente ao hospital pra me acalmar, onde alaguei, sensivelmente, o Humaitá. Assustei um pouco os avós paternos da Ana, pessoas muito mais recatadas e educadas que eu, quando invadi o quarto com uísque debaixo de um braço e tamborim repicando na outra mão.

O terceiro anúncio veio dos Estados Unidos. Alfredinho, o número 3. Os pais do Alfredinho nem me conhecem, mas isso é o que menos importa. Alfredinho , o Batata, veio ao Brasil com a avó materna em dezembro do ano passado, nos entendemos perfeitamente e eu o espero ansiosamente já que ele está voltando, de novo, em dezembro próximo. Notem que figuraça. Quando de sua última visita, com a avó, os pais nos EUA, eu perguntava, Alfredinho, como está o papai sem você?, e ele, com aquele português de bebê, futito, traduzindo, fodido. O Batata é dos meus.

O quarto, uma surpresa. Vizinhos de porta, Ana e Júlio, convocaram a mim e à Dani pra uma conversa no final do ano passado. Pensei logo que fosse esporro, já que eu e Dani não somos, digamos, vizinhos corteses ou discretos. Mas não. Eles nos deram Raphael, não escondemos o choque com a notícia mais-que-inesperada e tudo o que consegui dizer foi, vocês vão se arrepender tremendamente, vejam vocês que incentivador. Raphael é um tremendo encrenqueiro, é o melhor amigo humano da Pimenta, toca a campainha aqui de casa centenas de vezes ao dia e a Pimenta retribui, latindo vorazmente cada vez que passa pela porta de seu apartamento. Já está ensaiando dizer dindinha, e Dani quica cada vez que o encontra no corredor.

O quinto, outra grande surpresa. Buba da Vila e Lu nos entregaram a Dhaffiny. Já contei muito aqui sobre eles, quando contei sobre o “Chá de Beber” que oferecemos quando ela nasceu, ao pé do Morro dos Macacos. O Buba é um dos maiores corações que conheço, a Lu é dulcíssima e a garota tem tudo pra ser uma craque, atestando que pelo fruto se conhece a árvore.

A sexta. Meus irmãos, Fernando e Cristiano, não têm filhos. Mas há alguns anos encontrei um terceiro irmão.

Fernando Szegeri, um caso clássico de irmão siamês, alma vagabunda como a minha, devoções semelhantes, lágrimas abundantes a cada encontro, esteve no Rio na semana passada para trabalhar. Isso foi o que ele disse.

Fernando veio mesmo para o Encontro da Confraria no Bar Getúlio e esticou a semana inteira.

Bebemos e festejamos a graça do encontro em dimensão siderúrgica.

Na quarta-feira fomos ao Clube Guanabara, na careta da Baía de Guanabara, Pão de Açucar no cenário, com Dani, Betinha, Guerreira, Maria Paula e Manguaça. Um timaço.

Lá pelas tantas, num lance cujos detalhes prefiro omitir, Fernando e eu, abraçados e chorando emocionados, chamamos a Dani pro abraço. E ele decretou: vocês são padrinhos da Iara.

Bem, pra quem conhece o Fernando e a dimensão do amor que o malandro tem pela “mulher mais linda do mundo”, que é como ele se refere a ela, sabe o tamanho do presente, sabe a intensidade do gesto e a honra do título.

Ás 4h da madrugada, no Bar Getúlio, lembramos de um pequeno detalhe: a mãe, a Buba do Pará, a Railídia, dona de um sorriso pau a pau com o sorriso da Dani, não havia sido consultada.

O que não foi problema. Ligamos pra SP e acordamos Railídia. Foi Fernando quem falou com ela. O malandro jura que Railídia aprovou. Mero detalhe.

No dia seguinte Dani entregou ao Fernando uma estrela azul gigantesca para que fosse levada de presente pra nossa mais recente afilhada.

É Iara, a doce Iara, quem aparece na foto abraçada à estrela. Um abraço forte como esse, um beijo imenso como a estrela, é o que mando daqui, do Buteco, pra ela, pro pai e pra mãe que, deus do céu, se arrependerão em breve da escolha.

Até.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s