Arquivo do mês: junho 2004

DE NOVO, E PELA ÚLTIMA VEZ, ELA

Doces figuras, como o Buteco se propõe a tratar de gente, eu havia prometido a mim mesmo nunca mais citar a figura desprezível da Ana Cristina Reis, que, sabe-se lá como, conseguiu a editoria do Caderno Ela, igualmente desprezível, e talvez aí resida a grande sacada dos diretores do Jornal O Globo.

Mas como aqui mesmo no Buteco escrevi breve texto sobre um de seus artigos no qual Ana Cristina Reis menospreza os trabalhadores sem-terra, se diz, ridiculamente, uma sem-vinho, sem-piscina e sem-sandália-italiana-de-strass, não resisti a reproduzir para vocês trechos do artigo publicado hoje no mesmo caderno.

Percebam, leitores, como Ana Cristina Reis cai em contradição (quando fala dos vinhos), como Ana Cristina Reis é fútil (passou duas noites em Buenos Aires assistindo “Celebridade”) e como Ana Cristina Reis é odiosamente preconceituosa (quando compara os pedintes argentinos e brasileiros).

É, prometo de novo, agora publicamente, a última vez que lanço luzes sobre essa alma soturna e escura. Eis os trechos:

“No último sábado, estava de cachecol e cashemere, céu azul sobre a cabeça, vinho à mesa, folhas de outono à volta, sentada num café na Recoleta vendo o tempo e os portenhos passarem. É, eu não tenho ódio dos argentinos. Mas por pouco não mudo de idéia na última hora.”

Ela não era uma sem-vinho? E vai beber logo na Recoleta, o mais caro e mais pernóstico bairro de Buenos Aires? Tsc.

Mais:

“Pedinte por pedinte, prefiro os de Buenos Aires no inverno: usam gorro, luvas e casaco.”.

Mostra-se, de novo, preconceituosa, odiosamente preconceituosa. Tsc.

Segue Ana Cristina Reis:

“Compreendo nossa rixa com os portenhos num ponto: eles não são mesmo simpáticos.”.

É incrível. Estive em Buenos Aires com a Dani, o Zé, a Gi e a Guerreira no ano passado.

Impressionou-nos a extrema simpatia dos argentinos, a receptividade, o sentimento da unidade da América Latina, ainda mais que lá estivemos logo depois da eleição do Lula, que eles enxergavam, como eu, como uma guinada em direção ao favorecimento das camadas mais pobres, e às vésperas da eleição na Argentina, quando o povo era claro ao manifestar seu desejo de mudança nos rumos de sua política econômica.

Como Ana Cristina Reis odeia pobre, talvez isso explique a razão de sua impressão torta.

A antipática, para dizer o mínimo, é ela. Tsc.

Mais:

“Todas essas profundas considerações, faço-as agora, sóbria. Porque lá, curtindo o friozinho e a companhia de minha irmã, a única preocupação era saber qual seria o vinho da próxima refeição.”.

Como bebe a “sem-vinho”… Tsc.

Seguindo:

“Por duas vezes, ficamos no quarto vendo “Celebridade”. Em boa companhia: vinho, queijos e frios.”.

Programaço, o de Ana Cristina Reis. Mil vezes tsc.

Bem, doces figuras, eu não resisti – e é a última vez, quero repetir – a mostrar a vocês quem é essa Ana Cristina Reis, editora, a que ponto chegou o jornalismo (salco exceções que se contam numa mão, ainda existe?) brasileiro.

Ah, em determinado do artigo que intitulou “Ah, o amor”, Ana Cristina Reis diz que, apesar da antipatia dos portenhos, ela não temeu ser cuspida na cara por um deles por força de uma lei que proíbe o argentino de cuspir na rua.

Cuspo eu, daqui, então.

Até.

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>NOVO NOME

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Doces figuras, ontem estiveram no Buteco do Edu o Fefê e a Brinco, para uma noite mineira.

Eu, Dani e os dois, passamos das 21h à 1h entre incontáveis garrafas de Original, costelinha de porco com couve, queijo com ervas, lingüicinhas de vários gêneros e bitolas, croquetes de carne preparados pela Brinco, e as fotos dessa efeméride serão postas aqui na segunda-feira.

Encantado, cada vez mais encantado com o estabelecimento de seu irmão mais velho, Fefê sugeriu que déssemos novo nome pra revista: BUTECO DO EDU.

Sugestão acatada, como vocês podem perceber.

O endereço fica mantido em respeito à minha suprema ignorância para transferir textos, arquivos e fotos. Mas a revista agora chama-se, mesmo, BUTECO DO EDU. Em homenagem ao Fefê.

Faço daqui, pra encerrar o expediente nessa sexta-feira, convocação para o jogo de domingo pelas eliminatórias, Brasil x Chile. Como no Estephanio´s, aos domingos, acontece a melhor roda de samba da cidade, com o grupo “O RODA”, que vai das 18h às 22h, o palpite certeiro é comparecer e esticar pra assistir, de lá, ao jogão das 22h30min.

Até.

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DEDECO NO BUTECO

Doces figuras, ontem o Buteco do Edu recebeu, com pompa e cirscunstância, o Dedeco, que passa assim a integrar a estreita lista dos laureados.

Nota fiscal da noite, iniciada às 19h, pela ordem do serviço:

– 03 garrafas casco escuro de Original
– uma porção de copa com limão
– uma porção de amendoim
– uma porção de azeitonas pretas temperadas no azeite com pimenta calabresa
– 01 garrafa de Bohemia de trigo
– 01 porção de canapés de carne crua com pimenta do reino, sal, cebola e salsinha
– 02 garrafas de Bohemia preta
– 01 Canapé do Léo, de novo, de longe, o destaque da noite.

Foi, devo lhes confessar, um sufoco convencer o Dedeco a deixar o buteco e rumar pro Estephanio´s para assistirmos ao jogo Brasil e Argentina.

O que acabamos fazendo, na agradabilíssima companhia de Fefê, Isaac, Flavinho, Zé Colméia, Mauro, Miguel Salgado, Vidal, Cachorro, e mais uma pá de gente que lotou a esquina do bar.

Cheguei ao bar com uma bomba lançada pelo Fernando de Castro: em depoimento à justiça italiana, Galvão Bueno, ouvido durante investigações sobre o acidente fatal que matou Ayrton Senna, confessou reiteradas vezes que pouco tinha a acrescentar ao deslinde da questão, embora fosse, e disse isso sempre de boca cheia, “o amigo mais íntimo e próximo do piloto”.

Diante dessa afirmação e com dados sobre o quão desagradável é o locutor da TV Globo, peritos começam a trabalhar firmemente a hipótese de que, na verdade, Ayrton Senna cometeu suicídio.

Fecha o pano.

Até.

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