BRIZOLA E O SONHO IMPOSSÍVEL

“Sonhar mais um sonho impossível…

Lutar quando é fácil ceder…

Vencer o inimigo invencível…

Negar, quando a regra é vender.

Sofrer a tortura implacável,

Romper a incabível prisão,

Voar no limite improvável,

Tocar o inacessível chão.

É minha lei, é minha questão

Virar esse mundo, cravar esse chão,

Não me importa saber, se é terrível demais

Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz.

E amanhã, se esse chão que eu beijei for meu leito e perdão.

Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão

E assim, seja lá como for,

vai ter fim, a infinita aflição

E o mundo vai ver uma flor…

Brotar do impossível chão.”

E agora?

Uma silenciosa e perturbadora dor, arranha e rasga minha alma no dia de hoje e desde ontem à noite. Brizola, meu velho Leonel Brizola, adeus.

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