33 ANOS DE VIDA

Doces figuras, meu dia hoje anuncia-se assoberbadíssimo.

Como eu não sou tonto de passar sábado e domingo diante do monitor, já me basta a semana útil, e como no domingo, 09 de maio, Fefê faz aniversário, vai de hoje minha modesta homenagem a ele que é uma das grandes paixões da minha vida.

Tive muita sorte de tê-lo como irmão, tendo chegado dois anos depois de mim, ele que é a obra-prima de Isaac e Mariazinha.

Mais do que meu irmão siamês, encho a boca orgulhoso para dizer que trata-se, de longe, de meu melhor amigo e, ainda, meu Confrade, com quem divido as mesas dos butecos que a S.E.M.P.R.E. (Sociedade Edificante Multicultural dos Prazeres e Rituais Etílicos) ocupa religiosamente uma vez por mês.

A foto que ilustra o texto, de minha autoria, tem a marca do cara: o sorriso mais-que-escancarado que já derrubou, e ainda derruba, um exército de malucas.

Fefê divide comigo, com religiosa freqüência, tudo o que amamos: a devoção à cerveja e à cachaça, o apreço pelos charutos, o vício do cigarro, a paixão pelo futebol, tudo amálgama dos nossos permanentes encontros, quando brindamos, sempre, à vida e à graça de sermos, literal e profundamente, irmãos.

Há as mulheres, também, que sem elas, nos disse o Poeta, a gente não vive. Mulheres que, não custa dizer, não dividimos. Imitando deslavadamente o bom Szegeri, segue “Declaração de Amor para Fefê”:

“Sendo eu Flamengo até a alma,
tendo o sangue negro
a bombear o coração vermelho,
preciso de um cigarro e muito calma
pra escrever, depois de alguns ensaios
diante do espelho,
uma frase capaz de lhe fazer compreender
a dimensão do amor que me une a você,
meu irmão siamês.
E vou escrever uma única vez:
por você sou vascaíno.

Por mais que o tempo passe
insisto em vê-lo como um menino,
mas o menino sou eu
a idolatrar o irmão que é meu maior tesouro,
num movimento e num impasse inexplicável do tempo,
que dobra as datas e me faz ter nascido depois
do seu primeiro chôro.

Entre nós dois,
pactos de sangue,
cumplicidade,
cinzeiros cheios,
muita cerveja,
olhos marejados,
samba, mulheres e futebol.

Torço permanentemente para que a Vida,
a tal senhora por vezes desatenta,
atenda minha reza estúpida
que pede para que eu jamais lhe sinta a falta.

Passarei, como os craques passam,
de passagem,
deixando com você, como homenagem,
meu coração calejado, na colina mais alta,
devidamente marcado
pela Cruz de Malta.”

Até.

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